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Sobre palpites, pitacos e afins.

27 jan

Eu não sei vocês, mas eu já cansei de ouvir palpites. Ao mesmo tempo, adoro dar os meus. rs! A gente sente vontade de compartilhar com novas mamães aquilo que tem dado certo com a gente, ou a forma que a gente agiu em certa situação. Acontece que nenhuma mãe é igual a outra. Ou não deveria ser. Somos seres únicos, com vidas diferentes e estamos lidando com bebês de personalidades únicas também. Aquilo que funcionou comigo pode ou não funcionar com outras pessoas. Mas a gente sente vontade de compartilhar, de dar a dica.

Oque eu acho interessante é perceber os palpites completamente diferentes um do outro. E nunca, NUNCA está bom. Sempre tem algo que você “deveria” mudar. Acontece também que, na grande maioria, as pessoas que estão dando palpites sobre a criação dos nossos filhos, querem o melhor para nós. Nossos pais, avós, amigos. Como lidar?

Na minha opinião (ó um palpite aí, gente!), a primeira coisa a fazer é definir em que você acredita. Como você pretende criar seu filho. Vai ter parto normal ou cesárea? Vai amamentar ou oferecer complemento? Vai dar chupeta? Vai dar chazinho? Vai dar muito colo ou vai deixar chorar pra acostumar? Entre outras milhares de opções. E essa é uma busca que deve começar ainda durante a gestação. É importante se informar, conversar muito, com todo tipo de gente. Conversar com quem deu e quem não deu chupeta, ler sobre os benefícios e malefícios. E só aí, definir aquilo que você acredita.

(E por isso eu gosto de dar os meus palpites. Como mãe, como pessoa que se informa sobre o assunto, como (quase) nutricionista, como amiga. Acho que é importante compartilhar a nossa experiência para que a pessoa possa filtrar aquilo que é interessante pra ela.)

E veja bem, definir a forma como você irá ou criar os filhos não é impor regras a si mesma. Sim, você vai cuspir pra cima milhares de vezes. Mas você precisa saber como pretende fazer as coisas. Não dá pra ouvir só o médico, não dá pra ouvir só sua mãe. Ninguém vive a sua vida, ninguém pensa como você.

Se você não tiver isso definido, vai ficar louca. Não vai saber quem ouvir, não vai saber oque fazer e isso pode gerar um descontentamento tão, tão grande e nunca vai se sentir satisfeita com a própria conduta. O ideal é ouvir todo mundo. Filtrar aquilo que você concorda ou discorda e aos poucos, ir formando a sua conduta (que, como dito antes, vai sofrer alterações conforme as situações vão se apresentando).

Dois exemplos práticos que aconteceram comigo.

1) Não dei chupeta para a Ana Clara. Li muito a respeito, optei por não dar por inúmeros motivos. Não concordo. A maioria das pessoas me dizem pra dar chupeta. É bom pra isso, bom praquilo outro. Não dei e pronto. Explico minhas justificativas e não dou. Além de não sentir muita necessidade (exceto em alguns momentos, claro, rs!).

2) No comecinho da amamentação, doía muito. Minha mãe comprou uma pomada de lanolina, mas eu sempre lia que essa pomada era contra-indicada por atrapalhar a pega do bebê. Então demorei muito pra concordar em usar, apesar dela falar bastante. Usei. Foi ótimo. Maravilhoso. Não funcionou para outras pessoas, mas pra mim funcionou.

Ou seja, muitas coisas podem mudar no meio do caminho, mas é bom ter uma convicção, uma linha de raciocínio.

E aí? Qual é a sua?