Em busca da médica perfeita…

9 abr

Demorei pra achar uma médica que atendesse às minhas exigências. Sou chata, chata demais.

Na outra gravidez, eu tinha uma médica ótima! Acontece que nesse meio tempo, ela parou de trabalhar com obstetrícia. (Mas se alguém quiser o telefone de uma ginecologista ótima aqui em SP, pode me perguntar, pq ela é realmente muito boa.) Durante o meu ano de tentativas, fui pingando de médica em médica. E fui desistindo de uma a uma.

A primeira, me atendeu em 15minutos. Pedi um encaminhamento a um nutricionista (pois dessa forma meu convênio iria cobrir a consulta), ela deu, mas depois de soltar a frase: “Eu não encaminho ninguém pra Nutricionista, nutrição é bom senso!” Bom, como quase nutricionista e pessoa de bom senso, nunca mais voltei.

A segunda, era mais aceitável. Mas falou algumas asneiras e eu também não me senti “conectada” a ela. E eu acho que essa conexão precisa existir. Essa confiança.

Aí, já grávida, fui a uma nova consulta. Atendimento em 15 minutos, mas até que gostei da médica. Simpática. Eis que eu ligo pra ela, pra falar sobre o meu descolamento e, entre algumas recomendações, ela me diz “Oque tiver que ser, será!” Isso mesmo! Eu fiquei chocada, quase comecei a chorar no meio do hospital e prometi a mim mesma que eu pagaria, mas não ficaria com uma médica assim.

Então, um pouco desesperada e sem saber com quem marcar uma consulta, toca o meu telefone. Era a recepcionista de uma GO, para confirmar minha consulta pro dia seguinte. (Eu tinha marcado essa consulta há 3 meses – médica super concorrida – e nem me lembrava.) Confirmei e fui. Adorei a médica. A minha consulta durou 1 hora, ela foi super atenciosa, bem bacana mesmo, e é super cautelosa. Me recomendou o repouso, que tem melhorado muito o quadro. Ela me explica tudo que acontece, como acontece, amei. Quando comecei a chorar e contei a ela sobre o meu medo de perder outro filho, ela me olhou nos olhos e disse que nenhuma gravidez era igual a outra, disse que o importante era eu fazer a minha parte e falou da importância de eu ficar feliz nesse momento, para que o bebê também ficasse. Me  disse para ficar bem e para cantar para o meu bebê, conversar com ele e mandar energias boas. Aí, nessa hora, eu me apaixonei. Na saída, ela completou dizendo que dali alguns meses, era pra eu levar a foto do meu bebê (o consultório é cheio de fotos dos bebês que ela fez o parto).

Aí na última consulta, eu fiquei 2h30 esperando pelo atendimento. Mas fiquei tranquila. Ela poderia ter me atendido em 10min, mas me atendeu em 40min. Além do mais, ela ia entrar em férias, e precisou marcar vários encaixes. Levei numa boa. Ela me explicou que aquela área ainda é um descolamento, mas que está diminuindo, que preciso continuar o repouso e tudo mais. Aí ela resolveu tentar ouvir o coração, mas avisou que seria muito difícil (eu estava com 11 semanas, e o aparelho costuma pegar com 14 semanas). Ficamos uns 10min ouvindo o meu útero, e os movimento do bebê lá dentro, até que ela conseguiu pegar os batimentos. Eu quase chorei. Dava pra ouvir bem baixinho, mas bem nítido. Uma delícia. Depois ela falou pra eu cuidar bem do bebê, pois ele tinha colaborado bastante, rs! Bom, ele ganhou bastante chocolate!! rs!

Amanhã temos um USG morfológico de 1º trimestre. Esse exame pega algumas anormalidades e, algumas vezes, o sexo do bebê. Mamãe está aqui super ansiosa. Desejando ao baby muita saúde, torcendo pra ver esse descolamento bem pequenino (ou pra nem vê-lo, de preferência), e por último (e no caso, menos importante), para descobri o sexo desse meu feijãozinho (que já deve estar nos seus 6cm, esse grandão).

É isso. Amanhã trago notícias, boas de preferência.

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5 Respostas to “Em busca da médica perfeita…”

  1. Tatiana 9 de abril de 2012 às 16:54 #

    Você podia aproveitar e dizer pra primeira médica que se nutrição fosse bom senso, teria uma faculdade disso – o que não seria má idéia! rsrs

    Sei bem o que você passou, na minha primeira gravidez troquei de GO com 8 meses, porque o primeiro era muito estrela, fazia consultas a jato depois de esperas de horas e horas. Na segunda tive sorte, peguei uma boa GO desde o começo.

    Espero que tudo dê certinho para você!

    Beijos
    Tati

    • Cassia Martins 4 de outubro de 2012 às 17:59 #

      Nossa! Sofro desse mal..
      Não estou com sorte, do meu primeiro filho o pré-natal foi pelo SUS, então nem podia escolher. Mas esse que estou tendo a oportunidade de ser atendida pelo plano, não encontro um médico(a) bom.
      E pior de tudo é que estou com descolamento ovular de quase 2 cm.

      • Laís F 7 de outubro de 2012 às 02:20 #

        É que eu não contei ainda toda a minha trajetória, mas só fui encontrar um atendimento pré-natal que me satisfez em uma Casa de Parto, com Enfermeiras Obstetras e Obstetrizes. Está difícil mesmo achar um médico de qualidade, ainda mais se for exigente, como eu. rs!

  2. Patricia 17 de fevereiro de 2013 às 07:49 #

    Claro que todo mundo tem direito a escolha, mas vejo que vc se preocupou em pagar para ser atendida com um pessoa mais “simpática”. Eu sou da opniao que devemos escolher médicos pela formação (qual faculdade? Residencia num lugar bom? Bem conceituado na cidade entre os profissionais?). Afinal quando o assunto e a nossa vida e a do bebe eu dispenso 10x menos simpatia por 2x mais técnica e conhecimento!

    • Laís F 18 de fevereiro de 2013 às 10:11 #

      Oi Paty, tudo bem?
      Eu sou uma mulher, mãe e profissional que luta e deseja um mundo mais humano. Um mundo aonde as pessoas se tratam com respeito, aonde os bebês são recebidos por profissionais que realmente amam a área. Durante a gravidez, eu me informei muito, busquei uma médica que me agradasse pelo convênio (não paguei) para acompanhar o pré-natal. E segui um acompanhamento em uma casa de parto, aonde fui atendida em cursos, consultas de 1 hora ou mais, muito respeito, muita informação, muita atenção… Meu parto foi assistido por enfermeiras obstétricas excelentes, em um ambiente perfeito. Técnica era oq menos importava no momento. Não estavamos em uma cirurgia, estavamos em um parto. Recomendo que leia mais o meu blog, que leia o meu relato de parto para entender um pouco mais dessa humanização e dessa necessidade. Estarei sempre disposta a conversar sobre o assunto. ;)

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