Arquivo | abril, 2012

“Como colar um descolamento ovular”:

23 abr

Estava dando uma olhada nas estatísticas aqui do blog, e vi que alguém chegou até aqui através dessas exatas palavras: “como colar um descolamento ovular”. Pode parecer besteira, mas isso me pegou, me emocionei. Depois achei até um pouco de graça, pois não se “cola” um descolamento ovular, mas vejo que essa pergunta demonstra de uma forma bem clara o sentimento e a vontade de quem passa por isso: Fazer alguma coisa e resolver o problema. E aí a gente encontra a primeira barreira: Falta de informação. Cada médico fala uma coisa, e se não bastasse, as informações postadas na internet são controversas. Duplinha perfeita pra deixar qualquer mamãe maluca. Em consideração a tudo que passei, e aos futuros e desesperados leitores que possam aparecer por aqui, resolvi escrever um pouco sobre oque é o descolamento ovular, e como “colar” resolver esse problema. Nada aqui é muito científico, pois achei pouquíssimas informações em artigos científicos e livros de fisiologia. Assim que voltar à faculdade, prometo procurar informações em livros de Obstetrícia, e se forem relevantes, posto aqui. Então, se discordarem de algo, se tiverem mais informações, ficaria muito feliz que acrescentassem, para ajudar as mães que estão nesse processo. Então encarem como um post-resumo de tudo que eu passei e das informações que recolhi nesse período.

O que é um descolamento ovular?

Ele vai aparecer no USG como hematoma subcoriônico/ áreas hipoecóicas. Basicamente há uma diminuição na superfície de contato entre o útero e o saco gestacional (aquela bolinha preta, aonde “mora” o seu feijãozinho). Ele pode ser interpretado como uma área de descolamento ou de não acolamento.

Não acolamento: O útero cresceu um pouco mais rápido que o saco gestacional, e por isso, essa área.

Descolamento: O saco estava colado, mas descolou. Alguns motivos: Stress, impacto, problemas genéticos. Aparentemente, tudo e nada pode ser o motivo. Uma amiga minha pulou de para-quedas e teve, eu não fiz nada disso e tive também.

Qual é o problema?

Como disse acima, ocorre essa diminuição da superfície de contato entre o útero e o saco gestacional. Com essa diminuição, o aporte de sangue que chega ao saco gestacional pode ser reduzido, de forma que o bebê não receba nutrientes suficientes e o pior pode acontecer. (Segundo algumas informações, “o pior” acontece em 20% dos casos, mas com certeza o seu estará nos 80%!)

Qual tamanho é preocupante?

Segundo algumas informações, o problema é quando o descolamento ultrapassa 40% da área do saco gestacional. Mas segundo a minha médica, todos os tamanhos requerem o mesmo cuidado. Mesmo que seja 1%, todo cuidado é pouco, pois essa área pode crescer e você não quer isso (Tanto para não acolamento, quanto para descolamento).

Oque você pode fazer pra ajudar:

Repouso absoluto: Cada vez que você se movimenta, você desvia sangue para os seus músculos. Para garantir que o sangue vá para o embrião, é melhor economizar sangue com movimentos. Então, entendam por repouso absoluto, repouso absoluto mesmo. Cama/sofá.

Progesterona: Provavelmente, o médico te receitará Ultrogestan, que você deve introduzir via vaginal de acordo com as recomendações dele. Não tem efeito colateral, exceto, talvez, constipação. Então coma bastante fibras, pois você também não pode fazer força para ir ao banheiro. Esse remédio não serve para colar o descolamento, ele funciona como o repouso, garantindo que chegue mais sangue no útero.

Basicamente, é isso. Como pode perceber, nenhum dos dois garante que o descolamento “cole”, mas eles garantem que o seu pequeno feijão esteja bem, até que isso ocorra. Então vou adicionar um item importantíssimo.

Pense positivo: Seu bebê precisa de apoio, de energias positivas e de muito amor. Acredite no seu poder de ser mãe e mande essas energias maravilhosas pra ele, pois ele está precisando. Cante, conte histórias, converse, sorria. Não se desespere, por mais desesperador que seja. Esse sim, é um santo remédio. Pra você, pro descolamento e principalmente, pro bebê.

Como evolui?

O médico irá pedir um USG a cada 15 dias. Mas tente fazer semanalmente (pague, chore para o médico, vá ao PS, você que sabe). Digo para fazer semanalmente, pois há diferença sim! E no repouso, tudo que a gente pensa é no bebê pra ficar neurótico, é fácil, fácil. Então, se puder fazer, faça. Eu corria pra ver o coração, se estava batendo. Depois pensava nas outras coisas.

Enfim, o ideal é que o descolamento diminua. Mas se ele continuar igual, não se preocupe. Pois o saco gestacional cresce e portanto, ele está proporcionalmente menor. Se ele aumentar, avalie o quanto cresceu e relacione com o saco gestacional, ele pode estar maior, mas proporcionalmente igual.

E um dia, finalmente, do nada, ele terá sumido. E você vai comemorar muito! :)

Para saber mais sobre oque eu passei, a minha experiência, procure a tag “Descolamento ovular”. Se eu lembrar de mais alguma coisa, edito e posto aqui. Espero ter ajudado, e boa sorte! :)

O abraço e o sonho.

20 abr

Não sei se sou uma pessoa muito carente, ou se isso é normal, mas sempre que estou caminhando sozinha, sinto vontade de dar as mãos pra alguém. Quando estou sozinha, em casa, sinto vontade de um abraço. Assim, do nada, sem motivos. Em dias felizes, em dias tristes, é randômico. É só vontade de um carinho mesmo.

Agora, grávida e enfim, vivendo a minha gravidez, sem maiores preocupações, essa sensação mudou um pouco. Estou caminhando quando de repente, sinto um abraço. Um abraço que vem de dentro, coisa mais gostosa do mundo. Sabe aquela sensação maravilhosa de quando uma criança vem correndo e te dá um abraço sem você pedir? Então, é essa! Depois fico um tempo meio boba, e esqueço aquilo que estava fazendo (faz parte!).

Outra coisa deliciosa tem sido os sonhos. Não é a primeira vez que sonho com o meu bebê, sendo amamentado. No primeiro sonho, lembro de estar amamentando em casa, e o sonho se baseou nisso: amamentar. Essa noite, sonhei com a chegada do bebê. Não sonhei com o parto, me lembro de entrar no quarto e meu bebê estar no colo de uma tia minha. Peguei meu bebê no colo, e amamentei-o. Uma delícia de sensação. Pra completar a beleza desse sonho, uma prima minha apareceu grávida para me visitar e conhecer o bebê. Sonho melhor, impossível.

Se não fosse a minha vontade extrema de ter o meu bebê em meus braços, pediria pra ficar assim a vida inteira. É uma felicidade, um sentimento tão simples…não tem nem como explicar.

A escolha do nome.

11 abr

Nunca liguei pra essa coisas de significado dos nomes, sempre pensei em escolher aquele que eu gostasse e pronto.

Acontece que a maioria dos nomes que eu gosto tem na minha família, ou (principalmente), na família do meu marido. É impressionante! Pra menino, até hoje temos dúvidas absurdas, vão surgindo alguns nomes e desaparecendo e surgindo de novo. Mas parece que nenhum dos nomes bateu, sabe? Pra menina, eu e meu marido escolhemos Ana Clara, faz tempo e pronto. Decidido. Mas parece que enjoou. Eu não gosto mais tanto assim.

Aí eu fico pensando: Se eu for enjoar de todos os nomes, melhor escolher qualquer um e ir em frente, pq eu vou ter que repeti-lo por n vezes na minha vida.

Escolha difícil.

A famosa semana 12.

10 abr

O USG de hoje foi uma delícia. Começamos impressionados com o tamanho do bebê, 6,6cm. Sei que parece pouco, mas a gente acostuma a ficar decifrando aquela sementinha e a cada USG, ele está com o dobro do tamanho. Nesse, estava tudo bem visível e o bebê não parava de se mexer, uma delicinha! Coraçãozinho batendo normal, fluxo sanguíneo normal, medida da nuca normal (ela pega síndrome de Down e outras anomalias), tudo normal. Vimos tudo: Narizinho, queixo, dedinhos dos pés e das mãos, bracinhos, pernas, bumbum (magrelo), barriguinha. Vimos até a coluna vertebral (impressionante). Depois ele deu o palpite do sexo, que eu ainda não vou divulgar. Segundo ele, são 70% de chance, e eu achei melhor esperar o próximo USG, que será dia 21 para confirmar e aí sim, contar pras pessoas. 

Quanto ao descolamento, não tem mais. Nadica de nada. Sensação de alívio muito forte, e de que eu, de certa forma, fui ativa nesse momento. Acredito que a postura da minha médica e o meu repouso foram fundamentais para que esse descolamento sumisse, deixando aqui dentro apenas um bebê muito lindo, e muito amor. Agora é correr atrás das coisas da faculdade, buscar resolver os problemas de ordem prática que surgiram durante esse período de repouso e o mais importante: Curtir a minha gravidez!

 

Depois de passar por um aborto espontâneo, e de esperar 1 ano até engravidar, a gente sente uma impotência muito grande. Essa sensação de não podermos controlar nem quando virão os nossos filhos é muito estranha. Ao mesmo tempo, aprendi muito durante esse período. Me interessei mais e mais pela maternidade, pesquisei, conversei. Aí você chega naquela máxima de que até 12 semanas, todo cuidado é pouco e que, quando completas, é sinal de que o bebê “vingou”. Ontem eu completei 12 semanas, com muito orgulho e esperança. Hoje, ao fazer os exames, pude respirar fundo e pensar: “Meu bebê vingou.” E isso, essa frase estranha, com essa palavra que eu nem acho a mais bonita ou adequada (“vingou”), é a frase mais gostosa de se pensar no mundo. Bom, pelo menos no meu mundo.

E é nessa semana também que passam os enjôos. E realmente, eles estão bem melhores. Ainda com um pouco de falta de apetite pra ser sincera, e o estômago sempre incomodando um pouco, mas tudo bem. Acredito que assim que eu entrar em um ritmo normal, essa coisa toda do apetite melhora! Oremos.

E apesar de tudo, do nó na garganta, do medo, do repouso, dos enjôos, das minhas chatices… essas foram, sem dúvida, as melhores 12 semanas da minha vida!

Boa semana pra vocês!

Em busca da médica perfeita…

9 abr

Demorei pra achar uma médica que atendesse às minhas exigências. Sou chata, chata demais.

Na outra gravidez, eu tinha uma médica ótima! Acontece que nesse meio tempo, ela parou de trabalhar com obstetrícia. (Mas se alguém quiser o telefone de uma ginecologista ótima aqui em SP, pode me perguntar, pq ela é realmente muito boa.) Durante o meu ano de tentativas, fui pingando de médica em médica. E fui desistindo de uma a uma.

A primeira, me atendeu em 15minutos. Pedi um encaminhamento a um nutricionista (pois dessa forma meu convênio iria cobrir a consulta), ela deu, mas depois de soltar a frase: “Eu não encaminho ninguém pra Nutricionista, nutrição é bom senso!” Bom, como quase nutricionista e pessoa de bom senso, nunca mais voltei.

A segunda, era mais aceitável. Mas falou algumas asneiras e eu também não me senti “conectada” a ela. E eu acho que essa conexão precisa existir. Essa confiança.

Aí, já grávida, fui a uma nova consulta. Atendimento em 15 minutos, mas até que gostei da médica. Simpática. Eis que eu ligo pra ela, pra falar sobre o meu descolamento e, entre algumas recomendações, ela me diz “Oque tiver que ser, será!” Isso mesmo! Eu fiquei chocada, quase comecei a chorar no meio do hospital e prometi a mim mesma que eu pagaria, mas não ficaria com uma médica assim.

Então, um pouco desesperada e sem saber com quem marcar uma consulta, toca o meu telefone. Era a recepcionista de uma GO, para confirmar minha consulta pro dia seguinte. (Eu tinha marcado essa consulta há 3 meses – médica super concorrida – e nem me lembrava.) Confirmei e fui. Adorei a médica. A minha consulta durou 1 hora, ela foi super atenciosa, bem bacana mesmo, e é super cautelosa. Me recomendou o repouso, que tem melhorado muito o quadro. Ela me explica tudo que acontece, como acontece, amei. Quando comecei a chorar e contei a ela sobre o meu medo de perder outro filho, ela me olhou nos olhos e disse que nenhuma gravidez era igual a outra, disse que o importante era eu fazer a minha parte e falou da importância de eu ficar feliz nesse momento, para que o bebê também ficasse. Me  disse para ficar bem e para cantar para o meu bebê, conversar com ele e mandar energias boas. Aí, nessa hora, eu me apaixonei. Na saída, ela completou dizendo que dali alguns meses, era pra eu levar a foto do meu bebê (o consultório é cheio de fotos dos bebês que ela fez o parto).

Aí na última consulta, eu fiquei 2h30 esperando pelo atendimento. Mas fiquei tranquila. Ela poderia ter me atendido em 10min, mas me atendeu em 40min. Além do mais, ela ia entrar em férias, e precisou marcar vários encaixes. Levei numa boa. Ela me explicou que aquela área ainda é um descolamento, mas que está diminuindo, que preciso continuar o repouso e tudo mais. Aí ela resolveu tentar ouvir o coração, mas avisou que seria muito difícil (eu estava com 11 semanas, e o aparelho costuma pegar com 14 semanas). Ficamos uns 10min ouvindo o meu útero, e os movimento do bebê lá dentro, até que ela conseguiu pegar os batimentos. Eu quase chorei. Dava pra ouvir bem baixinho, mas bem nítido. Uma delícia. Depois ela falou pra eu cuidar bem do bebê, pois ele tinha colaborado bastante, rs! Bom, ele ganhou bastante chocolate!! rs!

Amanhã temos um USG morfológico de 1º trimestre. Esse exame pega algumas anormalidades e, algumas vezes, o sexo do bebê. Mamãe está aqui super ansiosa. Desejando ao baby muita saúde, torcendo pra ver esse descolamento bem pequenino (ou pra nem vê-lo, de preferência), e por último (e no caso, menos importante), para descobri o sexo desse meu feijãozinho (que já deve estar nos seus 6cm, esse grandão).

É isso. Amanhã trago notícias, boas de preferência.

Enjôos.

1 abr

Meu marido diz que eu tenho todos os efeitos colaterais dos remédios, e por isso não me deixa ler nenhuma bula. Minha família me chama de “Geléia”, dizem que sou mole. Pra fazer jus, claro que eu teria que ter todos os sintomas de gravidez, não é?

Estou enjoando absurdamente. Precisei fazer uma visita ao hospital depois de passar um dia inteiro sem conseguir comer ou beber água. Nada parava no estômago e mesmo assim, eu ainda vomitava bile. Uma delícia. Aí a médica passou um remédio pra eu tomar de 8h/8h. Uma maravilha, realmente, os enjôos passaram. Na realidade, os enjôos as vezes vem, mas não chegam até o final, oque já é um alívio. Agora, se eu esquecer de tomar o remédio uma vez, é sentar e esperar que lá vem.

Minha sogra e todas as irmãs dela sofreram de enjôos severos durante TODA a gravidez. Segundo elas, vomitavam o dia inteiro. Eu, feliz da vida, pensei: “Que bom que não tenho essa genética e os enjôos vão durar só até os 3, 4 meses, como com a maioria das pessoas”. Até que a minha avó me ligou e contou que enjoou e vomitou até o dia do parto. Oremos.

Quanto a cheiros, também tem me causado muito enjôo. Cheiro de pizza? Tenho nojo absoluto! Não posso nem ver foto, aquele queijo escorrendo, ECA. Estou com medo disso durar até depois da gravidez, será? Eu adoro pizza, em situações normais.

E também estou tendo algumas vontades. Quero comer um galeto do Galeto’s. Mas veja bem, tem que ser do Galeto’s, e não qualquer galeto. Engraçado, eu sempre gostei de comer lá, mas nunca foi um favorito ou um daqueles lugares que eu sempre ia. E me deu vontade de comer penne com molho de gorgonzola de um restaurante que já fechou. Complicado, né? Mas serve qualquer penne com molho de gorgonzola, pelo menos.

Não disse? Pacote completo!